quarta-feira, 13 de outubro de 2010


Uma vez eu ouvi de uma pessoa que todas as histórias de amor são iguais e desde então levei isso como a minha verdade absoluta, como o meu escudo protetor contra qualquer sentimento que pudesse surgir. E levei essa mentira sincera comigo até um determinado dia, ou melhor, até o dia vinte e cinto de Agosto.
Eu sabia que a partir desse dia eu poderia conhecer os céus e os infernos, a alegria e a dor, o sonho e a desesperança. Sabia que a partir daquele dia o amor me guiava, embora já estivesse presente (em menos intensidade) desde aquele momento em que o vi pela primeira vez. E em meio a tantas possibilidades o medo ainda me atormentava. O medo do novo, ou melhor, o medo do de novo. E nesse misto de sensações, surgiam as perguntas sem respostas.
Eu não conseguia entender porque estava agindo daquela maneira. Justo eu que acreditava ter me libertado de todas essas sensações humanas. Eu já não sabia o que dizer. Fiquei tenso por alguns instantes. Depois a tensão virou (novamente) medo e o medo me fez ter vergonha de mostrar o meu afeto.
Mas quando se trata de amor não há tempo nem espaço para questionamentos. O amor fala por si só e age por si só e eis que se entregar livremente é a melhor saída. O amor se descobre e permanece, através da pratica de amar.
Não adiantava mais fingir não enxergar uma verdade que estava diante dos meus, dos seus, dos olhos de todos que estavam em minha volta. Todos os caminhos do mundo me levavam a você e isso era inevitável.
E esse sentimento foi surgindo aos poucos, quebrando toda essa casca no qual eu me escondia, e hoje acredito que eu estava te esperando todos esses dias. Milhares de vezes eu havia imaginado esse momento que estou vivendo agora, os cenários ao nosso redor. Imaginava te dizendo que você era bem-vindo, que podia chegar de mansinho dizendo que também esteve me esperando por todo esse tempo.
Neste momento eu sinto que eu venci uma batalha entre meu coração e a minha aparente razão. E hoje eu vejo que o amor tomou conta de tudo e já não me interessa o que é possível ou impossível, o que é verdade e o que é mentira. As paredes que eu mesmo criei desmoronou e vejo que o amor só consegue sobreviver quando há esperança, por mais distante que seja. E eu a tenho.
Ele parou por alguns instantes naquela madrugada e ficou um longo tempo olhando para o meu rosto. E com um longo suspiro disse uma frase muito simples e que mudou todo o meu eu.
E com um longo suspiro te digo nesse momento: “Eu também. Eu também te amo!”

terça-feira, 29 de junho de 2010

É.


Às vezes até acordar tem lá as suas grandes desvantagens. Se eu pudesse escolher, eu não acordaria hoje, ficaria dormindo até amanhã talvez. Mas quando eu falo em dormir, não é no sentido exato da palavra, pois o que eu falo não é o que falo. Na maioria das vezes sempre tem algo mais. Hoje eu não quero acordar o meu eu e enfrentar o mundo lá fora. É difícil lidar com o mundo, ou melhor, com as pessoas que fazem parte do mundo. Ele está contaminado, cheio de coisas boas e ruins também. E nesse meio termo, preferia ficar aqui, sem viver o meu eu. Mas a realidade é outra e eu não posso abandonar tudo por hoje e isso é uma pena, porém, não espere muito de mim hoje mundo, o máximo que posso fazer é respirar.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

I'll Be There ♪



Estou escutando I’ll be there e essa aparente tristeza e esse sentimento de "culpa" me acompanha e o motivo eu ainda não descobri. Essa doce voz desse menino, ex-integrante dos Jackson 5, me soa tão triste. A impressão que tenho é que essa criança teve que crescer muito rápido e assumir responsabilidades muito cedo. Esse menino cresceu rodeado pela fama, dinheiro e ao mesmo tempo sozinho. E junto com essa fortuna e fama, os escândalos e preconceitos vieram à tona. E às vezes mesmo que sem querer, nós acabamos nos influenciando em opiniões contrárias a realidade e percebemos isso tarde demais.
Em suas aparições nunca o senti realmente feliz. Por mais que o riso estampasse seu rosto extremamente branco castigado pelo vitiligo, sua aparente felicidade nunca me convenceu. Acredito que Michael Jackson foi uma criança que nunca cresceu e que agora está de fato em Neverland, sendo lembrado por todos como eu, que o esqueceu ao longo do tempo. A voar King of Pop , A voar.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O (RE)começo (?)



(...)Há coisas a acabar,mas há tantas a começar !

Essa frase praticamente me descreve hoje, descreve o que eu estou sentindo. Não tive – nesse ano – nenhum motivo concreto que me motivasse a escrever nesse blog, e nessa quarta-feira, ocorreu algo que me fez (re)pensar em varias ''coisas'' em minha vida.A partir de hoje, sou mais um que faz parte da estatística dos brasileiros desempregados. A partir de hoje, não ''colaboro'' mais com a empresa no qual eu prestava serviços. Pode ser apenas mais um emprego, mas o motivo de minha ''tristeza'' não é apenas por ter perdido um ''ganho'' e sim por ter perdido uma parte de mim que eu descobri naquele lugar.Lembro-me como se fosse a primeira vez hoje, de como tudo começou...Ali foi um dos lugares onde eu mais aprendi e ''desaprendi'' em toda minha vida. Aprendi a começar a ter responsabilidades de uma pessoa adulta, aprendi muito com as pessoas que conviviam ao meu lado diariamente, aprendi a gostar muito de inúmeras pessoas (em especial uma que eu citarei mais pra frente), aprendi a conviver com o diferente, aprendi a me aceitar e a aceitar as pessoas da maneira que cada um realmente é, aprendi a ser o Adriano que eu sou hoje.Descobri hoje algo que eu já sabia a muito tempo, só que eu não gostava de admitir, nem pra mim, nem para as outras pessoas: Eu tenho medo, um medo ''incontrolável'' do desconhecido, do incerto. Prefiro ou gosto das coisas que são enquanto são e das que não são enquanto deixaram de ser. Mas isso é muito bom na teoria porque na prática, tudo é (realmente) mais complicado. Hoje mesmo, eu não sei, não tenho certeza do que estou sentindo, do que vou sentir e do que deixei de sentir. Um misto de sensações me envolvem nesse exato momento, e eu não sei quando vai passar e se vai passar. Prefiro o certo, mas vivo e vivi (em muitos momentos) no incerto.Tenho medo do que “o mundo” reserva pra mim, do que eu vou encontrar “lá fora”. E eu que sempre achei que fosse uma pessoa muito preparada para qualquer tipo de situação, me vejo entre quatro paredes escrevendo o medo que eu tenho sobre o amanhã (incerto). De verdade, não gostaria de ''enfrentar'' o sol diferente que vem amanhã...Sinto uma ''agonia'' de começar tudo novo de novo. Mas é o jeito!Falei tanto em ''desconhecido'' nesse 'texto', mas eu vivi por algum tempo com um ''desconhecido'' ainda maior. Esse que me tira o sono até hoje, me faz tremer, suar, gaguejar e outros 'sintomas' que só quem sente ou já sentiu sabe. Quem causa tudo isso é o ''meu desconhecido mais conhecido''. Não vou (te) acompanhar (indiretamente) mais. Dentro daquele ''local'' eu me sentia mais confortável em saber que eu iria 'ver' tudo o que se passava 'com você'. Agora de longe (acredito) que não. Se antes as esperanças se esgotavam dia após dia, imaginem hoje!Ao sair 'daquele lugar' me passou aquele 'filme' na cabeça, como a primeira vez que o vi, quando acabou o ''virtual'' e iniciou-se o (aparentemente) real.''Deixando''tudo pra trás, sinto que te deixo livre sem o meu “vigiar diário''. Sinto que ao passar dos dias, você se esquecerá de tudo ou de grande parte do que houve. E tenho medo de que isso ocorra comigo também. Queria ao menos dizer tanta coisa antes de 'partir', porém, mas uma vez, o (meu) silêncio prevaleceu. Não sei como terminar esse ''texto'' e nem quero também pois logo terei que iniciar outro. A 'mesmice' me incomodava muito, mais eu me sustentava nela. Sem ela eu 'desmonto' e sou mais um mortal como todos realmente são, desprotegidos, sozinhos, amedrontados … Enfim, um mortal que ''venera'' e teme o desconhecido. Um mortal que as vezes acredita ser imortal... Imortal no que se refere a sentimentos, nas ''coisas'' rotineiras, nos amores ...ah, nos amores! Hoje, uma parte de mim acaba, para que outra possa nascer com mais força. Assim eu espero!Não gosto da palavra ''ADEUS” então vou dizer um ''TCHAU'' saudoso e esperançoso ao mesmo tempo. Enfim (…)

Tchau amigos e colegas que eu fiz nesse período de minha vida;

Tchau empresa que me 'acolheu' nesse tempo todo;

Tchau Adriano Rafael representante do Bradesco Cartões;

Tchau rotina diária;

Tchau clientes que eu ligava todos os dias;

Tchau ''meu desconhecido mais conhecido''.

E por fim, 'vou-me' (por enquanto) com tudo que a partir de hoje eu tive que 'abrir mão'.

Resumindo: MEDO; SAUDADE; TE AMO; APRENDIZADO; LEMBRANÇA; AMIZADE (…) 'Expressões' que me definem hoje e me motivam – de certa forma- a (tentar) começar amanhã.