domingo, 27 de setembro de 2009

Música do momento ♪


Amores Imperfeitos ♫
Não precisa me lembrar
Não vou fugir de nada
Sinto muito se não fui feito um sonho seu
Mas sempre fica alguma coisa
Alguma roupa pra buscar
Eu posso afastar a mesa
Quando você precisar
Sei que amores imperfeitos
São as flores da estação
Eu não quero ver você
Passar a noite em claro
Sinto muito se não fui seu mais raro amor
E quando o dia terminar
E quando o sol se inclinar
Eu posso por uma toalha
E te servir o jantar
Sei que amores imperfeitos
São as flores da estação
Mentira se eu disser
Que não penso mais em você
E quantas páginas o amor já mereceu
Os filósofos não dizem nada
Que eu não possa dizer
Quantos versos sobre nós eu já guardei
Deixa a luz daquela sala acesa
E me peça pra voltar
Composição: Samuel Rosa - Chico Amaral

# Entrelinhas '




(...)

Ele quer apenas o sim, a aceitação da escolha, nada do não, da renúncia! Ele ilude a si mesmo: faz escolhas, mas se recusa a ser aquele que escolhe. Sabe que é um desgraçado, mas não sabe que o é pela coisa errada! Espera de mim alívio, conforto e felicidade (...). Compreendo a minha desgraça e ela é bem-vinda. Porém, sei o que é ser perturbado por alguém que eu amo e odeio!


Finalmente! Uma discussão digna de minha atenção – uma discussão que prova grande parte do que pensei. Eis um homem tão oprimido pela gravidade – sua cultura, sua posição, sua família – que jamais conheceu sua própria vontade. Tão preso à conformidade, que parece espantado quando falo de escolha, como se estivesse falando uma língua estrangeira. (...)
Quando o confronto com o fato de que permitiu que sua vida fosse um acidente, ele nega a possibilidade de escolha. Ele me diz que ninguém imerso em uma cultura dispõe de escolha. Quando delicadamente o confronto com a ordem de Jesus de romper com os pais e a cultura na busca da perfeição, ele declara meu método etéreo demais e muda de assunto. É curioso como ele teve o conceito ao seu alcance em uma idade precoce, mas nunca desenvolveu a visão pra enxergá-lo. Ele era “o rapaz infinitamente promissor” – como todos nós somos – mas nunca entendeu a natureza de sua promissão. Ele nunca entendeu que seu dever era aperfeiçoar a natureza, superar a si mesmo, sua cultura, sua família, seu desejo, sua natureza animalesca brutal, para se tornar quem ele foi, o que ele foi. Ele nunca cresceu nunca se desvencilhou de sua primeira pele: ele confundiu a promissão com a realização de objetivos materiais e profissionais. E quando alcançou esses objetivos sem jamais ter aquietado a voz que dizia “Torna-te quem tu és” recaiu no desespero e invectivou a peça nele pregada. Mesmo agora ele não capta a verdade!
Existe esperança para ele?

(...)

[ Quando Nietzsche chorou ]

sábado, 26 de setembro de 2009

Sabe aquela luz no fim do túnel?


" A monarquia degenera em tirania, a aristocracia em oligarquia e democracia em anarquia. " - Políbio

Ao falarmos em anarquia, logo nos deparamos com um dos sinônimos dessa palavra: bagunça. Porém, os ideais anarquistas vão muito além desse significado conhecido por grande maioria da população.
Os anarquistas - de certa forma- queriam a ausência de coerção e não de ordem. Não queriam bagunça, e sim erradicar aquilo ou aqueles que por possuirem um determinado poder, induziam os demias a fazerem algo pelo uso de uma "força maior".
A sociedade atual acredita viver em um Estado democrático, porém, mal sabem o significado de tal palavra. Basicamente, em alguns setores, vivemos em plena bagunça. Vivemos em uma pseudo-democracia. Um exemplo disso, é o sistema carcerário de um estado brasileiro - BA - onde se acreditam que tem o direito e poder de prender suspeitos para averiguação do suposto fato, muitos sem processo e sem a chance de defesa.
Vivemos em plena "coerção", através da mídia, onde nos determinam padrões de vida a serem seguidos. Uma coerção, inconscientemente falando, ou melhor, escrevendo. E também através do abuso de poder - como citado nesse texto - pelas autoridades do sistema carcerário brasileiro, que deveriam garantir a segurança da sociedade e não promover mais "bagunça" .
Ou seja, o poder corrompe o indivíduo e o leva sempre para a anarquia , na maioria das vezes, no seu pior sentido.
Sabe aquela luz no fim do tunel? Estamos precisando dela... o mais rápido possível.


Eu sempre achei que era vivo ♪



" Te chamam de ladrão, de bicha, de maconheiro, transformam o país num grande puteiro, coisa assim se ganha mais dinheiro (...) " - Cazuza


" A onde estão estão meus olhos de robô? Eu não sabia, eu não tinha percebido. Eu sempre achei que era vivo (...) " - Pitty


Analisando esses dois trechos de uma música da cantora Pitty e do grandioso Cazuza, podemos notar que nos dias atuais, tudo é condicionado. Nossos pensamentos, atitudes, estilos de vida e assim por diante. Até parece uma espécie de "conspiração" que determina como devemos ser.
Somos "assombrados" por padrões de beleza e supostos padrões de ética e postura perante a sociedade.
Aprendemos desde cedo que para sermos aceitos em uma determinada sociedade "possivelmente" moderna, precisamos de nos mínimo um e oitenta de altura, cinquenta e oito quilos, usar Dolce Gabbana e beijar a pessoa do sexo oposto.
Ao acordarmos, de certa forma, "vestimos" com obediência nosso papel e passamos o resto do dia representando e vivendo nessa demagogia.
Na realidade, todo mundo é - um pouco - uma espécie de mentira,como já foi dito neste blog. Vivemos cheios de crenças, pensamentos que nos foram impostos ao longo do tempo, e não conseguimos voltar ao âmago de tudo e de certa forma, nos reerguemos mais convictos sobre nosso modo de viver, nossa essência e consequentemente, nossos pensamentos e crenças.
Assim como na Grécia Antiga, ainda há muitos "Meletos, Anitos e Licones", e poucos Sócrates destruindo os padrões da sociedade em que vivemos, e aceitando que no fundo, não sabemos de absolutamente nada e não precisamos aceitar tudo o que nos é imposto.
Continuaremos "competindo" para ver quem tem a "casca" mais bonita e socialmente aceita?

Gritem ou "reinstalem o sistema".