sábado, 11 de julho de 2009

A grande verdade ou a grande mentira !



Um dia frio chuvoso. Em meu coração, mais frio ainda! Só me resta essa tela vazia, esperando algumas palavras desse mortal que assim como todos, tem sua hora de loucura, tristeza, seus devaneios febris e assim por diante. Na realidade, nesse momento eu preciso muito de mim, mas aparentemente eu fui. Fui juntamente com tudo o que acreditava anteriormente. Como diz uma amiga minha, acho que sou uma mentira. Muito bem contada, mas uma mentira! Ou tudo que eu vivi foi uma mentira. Tudo é relativo, e gosto disso. Eu nem sei o que vou escrever, apenas sai... ao som de Tim Maia – Um dia de Domingo . Escutei essa música no radio agora há pouco e me bateu uma saudade de escutá-la. Sim eu também sinto saudades de escutar uma música, porque como eu já escrevi em alguns de meus “textos”, por trás de cada letra, há uma história. E por trás de cada história, há um estado de graça, bom ou “nem tão bom assim”. “ Já não dá mais pra viver um sentimento sem sentido” – será que esse suposto sentimento não tem nenhum sentido mesmo, ou será que nós que não o entendemos da maneira que deveria ser, ou então que não deveria? Ultimamente eu estou muito sentimental. Acho que é tudo que está guardado aqui dentro, visto que eu não sou uma pessoa de falar o que realmente sinto. Por isso disse, ou melhor, escrevi que sou uma mentira! Nossa, ser um humano dá muito trabalho. Não ter nascido ‘bicho’ é minha eterna nostalgia. Pensar, amadurecer dói demais, ou então “de menos”, porque nós sempre fazemos aquela dramatização não é mesmo? Recebi uma ligação agora há pouco. Tem balada hoje a noite. Mas será que tudo isso faz sentido? Sempre é a mesma coisa, sempre tem a mesma ‘essência’ – se é que posso chamar dessa maneira. À noite tem 456 – ‘chutando bem por baixo’ – garotos para te e me dar um amor levemente inexistente. Tudo acaba ali. A música, a ‘pegação’, a aparente felicidade obtida através de bebidas e por ai vai. O ‘cheiro de caça’ é insuportável. Sufocante, acho que é a palavra certa. Mas é o que tem pra hoje. Tudo poderia ser diferente, mas não é! Ironia ou discrepância do destino, talvez. Depois que eu escrevo essas ‘nostalgias e devaneios’ eu releio inúmeras vezes, pra ver se realmente faz sentido. Porém a vida não tem um sentido especifico e meus “textos” não poderiam ser diferentes. Afinal, se alguém souber o sentido de tudo que vivemos aqui nesse mundo de gente insana, por favor, me digam urgentemente! Estou a anos esperando. Bom, vou cumprir com obediência o papel de me ser hoje à noite. Estampar o sorriso “amarelo” no rosto e se juntar ao grupo que compete para ver quem tem a ‘casca’ mais bonita. Na verdade, todo mundo é uma mentira em algum momento de suas vidas, e eu também não sou diferente, infelizmente! Bem, é o que tem pra hoje. Amanhã terá um sol, ou até mesmo uma chuva, diferente. E eu aguardo ansiosamente. Just it .

quinta-feira, 9 de julho de 2009

É o que tem pra hoje !



"As minhas palavras aqui são como as palavras escritas num papel branco que se mantém branco com essas palavras invisíveis de alguém que as leia, palavras a envelhecerem por não haver quem as compreenda, a perderem o seu significado, a misturarem-se imperceptíveis numa brisa em que ninguém repara. (…) todo o meu olhar é desperdiçado por saber que tu não vês nada."

José Luís Peixoto
in "Nenhum Olhar"

A nossa música nunca mais tocou ♫


Era uma armadilha. Assim quando mais tarde aquela música tocasse no rádio, ou em um cd qualquer, eu iria me lembrar – de tudo. Na época em que o outono de minha vida se transformou de novo em primavera. No entanto, essa música está aparentemente tão distante dos meus ouvidos. Na realidade, creio que ela nunca mais tocou. Acho que eu estou ficando louco ou então alcoólatra, visto que já bebi três copos de vinhos. Exagero, talvez. Disseram-me que admiram a luta que estou travando com o meu coração. Mas estão enganados, porque já lutei e o venci há muito tempo – ou talvez não. Não vou me apaixonar pelo impossível. Mas será que se apaixonar pelo possível teria graça? Entro em conflito comigo mesmo, com meus pensamentos. Pensamentos esses que sempre me atrapalharam. Talvez se não pensássemos tudo seria mais fácil, mais rápido. Iríamos nos entregar, deixaríamos acontecer de uma forma tão mágica. E o principal de tudo, não estaríamos pensando em absolutamente nada. Não, essa música do Cazuza (Codinome Beija-Flor) não é a ‘música’ que eu gostaria de ter mais perto de mim, mas perto dos meus ouvidos,apesar de ter me inspirado para escrever essas palavras vazias,que ninguém ou quase ninguém venha a ler. Na realidade, admiro a letra. E ela me acompanha a um bom tempo! Por falar em acompanhar, as músicas são as únicas coisas que estão sempre conosco. Não nos magoam, não nos deixam, não contam mentiras e assim por diante! Elas simplesmente nos deixam em um estado de graça inexplicavelmente bom. E pra vocês terem uma idéia de como elas estão sempre presentes em nossas vidas sem que nós nos percebêssemos ou sem darmos um valor à elas, tudo na sua e na minha vida tem uma trilha sonora. A música de quando você era criança e que sua mãe cantava pra você dormir ou até mesmo aquelas cantigas que você aprendia no colégio, a música do primeiro beijo e aquela que você sempre cantava com seu melhor amigo. A música do seu desenho, filme ou até mesmo seriado favorito. A música do seu primeiro namoro, da sua primeira briga nesse namoro, na sua reconciliação. A música de quando você realmente se deu conta que estava amando, e até mesmo a música de quando você se deu conta que deixou de amar. A música de quando descobriu que estava apaixonado novamente e até mesmo a música que você escuta ou já escutou quando está decepcionado, desanimado ou até mesmo desiludido. Enfim, elas nos acompanham sempre. E cada uma tem sua história. Vocês podem perceber que escrevo em desordem, e é assim que sinto que está “aqui dentro”. Literalmente uma bagunça, que aos poucos eu vou tentando arrumar, limpar. Mas por enquanto eu simplesmente vou. Acho que é por isso que meu caminho não é tão difícil de seguir, visto que eu não tenho nenhum caminho ainda. Não tenho nenhuma ‘referência’. Talvez até tenha, mas me deixem pensar assim. Dessa maneira eu simplesmente sigo sem planejar absolutamente nada, sem ter um ‘lugar’ especifico,a não ser o de todos os dias. E no meio dessa bagunça de idas e vindas, a gente se encontra.Ufa, acho melhor eu parar por aqui, visto que já é noite e eu tenho que descansar, já que cumpri com obediência o papel de me ser hoje. Aos poucos meu coração sossega. Sim, eu conheço bem os meus limites, e sei me controlar. Deixem-me pensar assim. Antes de tudo, depois dessa bagunça de sentimentos, só gostaria de saber se os inúmeros acasos da minha vida têm mesmo algum sentido mais profundo, ou se são apenas isso: inúmeras situações 'caricatas' que acontecem por mero acaso. Será que é pedir muito?

Então eu grito!



Dia 9 de Julho, em plena quinta-feira de uma tarde digamos um pouco tediosa. Aparentemente é feriado em todo o estado, porém um feriado inexistente para mim, visto que nem sei qual é a comemoração específica neste dia. Um dia comum, assim como todos os outros, porém um pouco mais ocioso do que o normal. Hoje, digamos que acordei um pouco incomodado com algumas coisas que acontecem, “aqui dentro” e “lá fora”, e eis que surge a vontade de criar um blog para deixar explícitos meus devaneios e nostalgias. Hoje acordei indiferente, inconstante, acho que em pleno estado de graça. Lembrando que a ‘graça’ se manifesta das mais variadas maneiras, em partes boas e até mesmo nas “não tão boas assim”. Acordei pensando na palavra FELICIDADE! Palavra mais estranha não acham? Ontem em pleno dia de trabalho, estávamos discutindo sobre isso, entre uma ligação e outra, e eis que uma pessoa me disse: “Ah, eu sou feliz por completo! Não me falta nada”. Isso me fez pensar muito, gosto do que me faz pensar. Na realidade, de acordo com a minha percepção, ninguém é feliz por completo. A infelicidade, insatisfação é algo que acompanha o ser humano por onde quer que ele vá, desde as eras mais remotas. O ser humano nunca está satisfeito com o que tem, e toda essa insatisfação, de certa forma, gera um estado de graça ‘não tão bom assim’ como eu mencionei no inicio desse texto – se é que posso chamar essas palavras de texto. Onde quero chegar com tudo isso nem eu sei! Talvez eu nem queira chegar a lugar algum. Talvez eu queira permanecer aqui, estagnado. Seria um comodismo de minha parte? Comodismo...uma palavra que eu gosto de uma maneira incrível. Não acomodar com o que incomoda. De qual jeito? Muita coisa nos/me incomoda e no entanto acabamos/acabo me acomodando com a situação. Sim, eu poderia jogar tudo pro alto e sair gritando “Chega“. Mas e o medo? O medo de ser infeliz. . . ou até mesmo feliz! O medo fala mais alto, e todos os dias eu tenho medo de ter medo. E isso me acompanha sempre! Na realidade há coisas que eu não consigo entender, não ‘entram na minha cabeça’, talvez por ser leigo demais em certos aspectos ou talvez por não ser. Tudo é relativo e depende do ponto de vista de cada um, de cada situação. Sim, às vezes eu também me sinto sozinho como qualquer mortal ‘normal ‘.No entanto, no fundo, todos temos aquela esperança...todos queremos ver aquela luz no fim do túnel.E o pior de tudo é que nem sempre ela vem. E isso é que estraga tudo. A esperança morre, a vontade de acreditar novamente morre, e permanece com a gente aquele estado de graça indefinível. Escrevo por profundamente querer falar, gritar, mas dessa maneira eu só estou me dando a grande medida do silêncio, um silêncio que fala. Estou em um estado muito novo, verdadeiro e curioso de si mesmo.Todo meu olhar, minhas palavras, é desperdiçado por saber que tu/ele/ela/eles não vêem nada, absolutamente nada! Resta-me somente o direito ao grito, porque há. Então eu grito!