domingo, 20 de dezembro de 2009

O choro da “garota prodígio” !


Na última sexta-feira dia 18/12, cumpri minha rotina como normalmente faço ao chegar do trabalho. Comi alguma coisa ‘refletindo’ sobre os acontecimentos do dia, tomei um banho e me conectei com o mundo através da internet, esse ‘facilitador’ dos tempos modernos.
Ao procurar alguns vídeos em um site bastante visitado, me deparei com vários sobre Maísa Silva Andrade, a apresentadora mirim, descoberta no programa de calouros de Raul Gil e dois deles me chamaram muito a atenção: os de Maísa chorando.
Ao se assustar com um garoto maquiado, Maísa começou a chorar e gritar.Após esse acontecido novamente chorou e se machucou ao bater a cabeça numa das câmeras.
Na realidade, nos tempos modernos em que vivemos, até mesmo crianças são utilizadas como fonte de dinheiro e prestigio social, mesmo sendo submetidas a tal situações como essas apresentadas à cima e que tiveram uma grande repercussão em toda a mídia brasileira. Eu escrevo sobre isso somente nesse momento, pois eu já sabia do acontecido porém não tinha visto com meu próprios olhos, portanto não estava comovido como agora.
Não sei se eu já estava “tão à flor da pele” a ponto de ficar emocionado com o que vi ou se associei (inconscientemente), transferindo aquela cena para com a minha sobrinha de atualmente 4 anos de idade, mas aquilo realmente mecheu comigo de uma maneira imensurável e inexplicável.
Entendo o sonho dessa criança em se tornar artista e realmente conseguiu, porém de uma maneira muito precoce (de acordo com a minha opinião). Com apenas 7 anos de idade, Maísa ainda é absolutamente incapaz de decidir o que é bom ou não para ela e qualquer decisão não pensada criteriosamente (e eu ‘digo’ pensar olhando para o amanhã), podem trazer sérios problemas futuramente.
O que mais me deixou impressionado foi a maneira como trataram essa criança, como se fosse um adulto cheio de responsabilidades e sem qualquer tipo de medo, constrangendo-a de uma maneira desagradável e “desumana” para uma criança. Com a ajuda da platéia do programa, gritam “MEDROSA, MEDROSA”, expondo a criança – publicamente- ao medo, susto, pânico e até mesmo à dor fisica – ao bater com a cabeça na câmera.
Deixando bem claro que o meu intuito ao escrever tudo isso é apenas expor as minhas opiniões, os meus delírios, aquilo que eu acho certo ou errado de acordo com minhas crenças de percepções,valores e não criticar a maneira como educam a criança, muito menos como a tratam ‘profissionalmente’, mesmo que indiretamente eu venha a fazer isso. O intuito é apenas deixar explicíto nesse blog os meus pensamentos diários, e esse é um dos que estão em minha mente neste momento.
Voltando ao assunto principal desse aparente texto, alegando dor na cabeça devido a batida com a câmera, Maísa queria sair dos palcos e ir com a mãe, pois dizia estar doendo muito. Claro que estava doendo devido a fragilidade da apresentadora mirim, porém a criança utilizou isso como um pretexto maior para sair daquela situação (inconscientemente falando, ou melhor, escrevendo) e acabar com toda aquele episódio.
O que mais me impressionou em alguns dos videos que eu vi, foi a frieza, a “dura” relação entre patrão e empregado que havia, sendo que, mesmo estando trabalhando, ela não deixa de ser apenas uma menina de 7 anos de idade, sem muita maturidade em vários aspectos e isso deveria ser entendido por ambas as partes, tanto a contratante, tanto a que responde pela contratada.
Não digo que isso trará várias consequências num futuro para a “garota prodígio”, e sim apenas que foi uma falta de respeito para com a menina e também para quem assistia a programação.
Antes de tudo, eu era fã do programa e ainda continuo sendo fã dessa garota que realmente impressiona com a sua capacidade diante das câmeras, e o que fazer sobre essa situação, já foi ou será feita por órgãos competentes.
Em suma, fico apenas triste com algumas atitudes humanas e de fato, não ter nascido bicho é minha eterna nostalgia.
Sucesso Maísa.

Estive no inferno e me lembrei de você!


“Um belo dia 'um fulano' recebeu em sua casa uma encomenda: uma caixa de papelão. Dentro da caixa, ao abri-la, ele encontra um sapo vivo com sua boca costurada. Mesmo apavorado, 'o fulano' retirou o sapo da caixa e descosturou a boca dele. Dentro da boca encontrou um papel dobradinho com seu nome e com a frase "Estive no inferno e me lembrei de você". A reação dele foi a mesma que provavelmente seria a de qualquer outro. Ficar apavorado. Mas ao mesmo tempo em que ficou apavorado, o fulano ficou estranhamente feliz e gratificado por saber que alguém esteve num lugar tão único como o Inferno e, mesmo assim, lembrou dele. Ele se sentiu da mesma forma que todos nós gostamos de nos sentir: lembrados, valorizados, importantes naquele momento.”


Não sei exatamente por qual motivo citei esse texto aqui. Na realidade creio que é porque gosto dele e possui um sentido inexplicável pra mim e de certa forma para muitas pessoas que “andam por ai aos montes”.
A circunstância pode não ser a mais propicia mais alguém em um lugar estranhamente único lembrou-se do “fulano” do texto, e é isso que todos esperamos: sermos lembrados por alguém em algum determinado lugar.
Ao longo do meu dia eu lembro e relembro de varias pessoas que já passaram por minha vida e também as que algum dia vai passar, e imagino se alguma delas pensa em mim pelo menos uma única vez, em um momento único.
Como diz uma música que eu gosto muito, “eu já me acostumei a esquecer tudo que vai deixar o gosto (...)”. Sei lá, no ultimo ano me transformei numa espécie de máquina, tentando bloquear qualquer espécie de sentimento que possa surgir abalando as estruturas que me mantém dia a dia. Mas é inevitável, quando você menos espera já está envolvido com esse sentimento inexplicável e agonizante, mesmo que inconscientemente. Não escrevo apenas me referindo ao “amor”, mas também à esperança, expectativa entre outros sentimentos que de certa forma tendem a acabar com que foi construído após tantas “mentiras sinceras”.
E lá vamos novamente, esquecer o que pode (ria) deixar o gosto... De saudade, um gosto de lembrança e assim sucessivamente.
Era pra ser mais um final de semana, mais inconscientemente foi cheio de expectativas e mais uma vez me senti “não lembrado”. Acho que foi por isso que citei aquele texto acima.
Na verdade nem sei o porque estou escrevendo, mais é que senti uma necessidade imensa, e como o próprio nome do meu blog diz, são apenas devaneios e delírios de uma pessoa normal, como todas as outras.
Preciso voltar a escrever sobre outras coisas, mais no momento é isso que “inunda” meus pensamentos.
Preciso parar por aqui, e me ame quando precisar!