domingo, 20 de dezembro de 2009

O choro da “garota prodígio” !


Na última sexta-feira dia 18/12, cumpri minha rotina como normalmente faço ao chegar do trabalho. Comi alguma coisa ‘refletindo’ sobre os acontecimentos do dia, tomei um banho e me conectei com o mundo através da internet, esse ‘facilitador’ dos tempos modernos.
Ao procurar alguns vídeos em um site bastante visitado, me deparei com vários sobre Maísa Silva Andrade, a apresentadora mirim, descoberta no programa de calouros de Raul Gil e dois deles me chamaram muito a atenção: os de Maísa chorando.
Ao se assustar com um garoto maquiado, Maísa começou a chorar e gritar.Após esse acontecido novamente chorou e se machucou ao bater a cabeça numa das câmeras.
Na realidade, nos tempos modernos em que vivemos, até mesmo crianças são utilizadas como fonte de dinheiro e prestigio social, mesmo sendo submetidas a tal situações como essas apresentadas à cima e que tiveram uma grande repercussão em toda a mídia brasileira. Eu escrevo sobre isso somente nesse momento, pois eu já sabia do acontecido porém não tinha visto com meu próprios olhos, portanto não estava comovido como agora.
Não sei se eu já estava “tão à flor da pele” a ponto de ficar emocionado com o que vi ou se associei (inconscientemente), transferindo aquela cena para com a minha sobrinha de atualmente 4 anos de idade, mas aquilo realmente mecheu comigo de uma maneira imensurável e inexplicável.
Entendo o sonho dessa criança em se tornar artista e realmente conseguiu, porém de uma maneira muito precoce (de acordo com a minha opinião). Com apenas 7 anos de idade, Maísa ainda é absolutamente incapaz de decidir o que é bom ou não para ela e qualquer decisão não pensada criteriosamente (e eu ‘digo’ pensar olhando para o amanhã), podem trazer sérios problemas futuramente.
O que mais me deixou impressionado foi a maneira como trataram essa criança, como se fosse um adulto cheio de responsabilidades e sem qualquer tipo de medo, constrangendo-a de uma maneira desagradável e “desumana” para uma criança. Com a ajuda da platéia do programa, gritam “MEDROSA, MEDROSA”, expondo a criança – publicamente- ao medo, susto, pânico e até mesmo à dor fisica – ao bater com a cabeça na câmera.
Deixando bem claro que o meu intuito ao escrever tudo isso é apenas expor as minhas opiniões, os meus delírios, aquilo que eu acho certo ou errado de acordo com minhas crenças de percepções,valores e não criticar a maneira como educam a criança, muito menos como a tratam ‘profissionalmente’, mesmo que indiretamente eu venha a fazer isso. O intuito é apenas deixar explicíto nesse blog os meus pensamentos diários, e esse é um dos que estão em minha mente neste momento.
Voltando ao assunto principal desse aparente texto, alegando dor na cabeça devido a batida com a câmera, Maísa queria sair dos palcos e ir com a mãe, pois dizia estar doendo muito. Claro que estava doendo devido a fragilidade da apresentadora mirim, porém a criança utilizou isso como um pretexto maior para sair daquela situação (inconscientemente falando, ou melhor, escrevendo) e acabar com toda aquele episódio.
O que mais me impressionou em alguns dos videos que eu vi, foi a frieza, a “dura” relação entre patrão e empregado que havia, sendo que, mesmo estando trabalhando, ela não deixa de ser apenas uma menina de 7 anos de idade, sem muita maturidade em vários aspectos e isso deveria ser entendido por ambas as partes, tanto a contratante, tanto a que responde pela contratada.
Não digo que isso trará várias consequências num futuro para a “garota prodígio”, e sim apenas que foi uma falta de respeito para com a menina e também para quem assistia a programação.
Antes de tudo, eu era fã do programa e ainda continuo sendo fã dessa garota que realmente impressiona com a sua capacidade diante das câmeras, e o que fazer sobre essa situação, já foi ou será feita por órgãos competentes.
Em suma, fico apenas triste com algumas atitudes humanas e de fato, não ter nascido bicho é minha eterna nostalgia.
Sucesso Maísa.

Estive no inferno e me lembrei de você!


“Um belo dia 'um fulano' recebeu em sua casa uma encomenda: uma caixa de papelão. Dentro da caixa, ao abri-la, ele encontra um sapo vivo com sua boca costurada. Mesmo apavorado, 'o fulano' retirou o sapo da caixa e descosturou a boca dele. Dentro da boca encontrou um papel dobradinho com seu nome e com a frase "Estive no inferno e me lembrei de você". A reação dele foi a mesma que provavelmente seria a de qualquer outro. Ficar apavorado. Mas ao mesmo tempo em que ficou apavorado, o fulano ficou estranhamente feliz e gratificado por saber que alguém esteve num lugar tão único como o Inferno e, mesmo assim, lembrou dele. Ele se sentiu da mesma forma que todos nós gostamos de nos sentir: lembrados, valorizados, importantes naquele momento.”


Não sei exatamente por qual motivo citei esse texto aqui. Na realidade creio que é porque gosto dele e possui um sentido inexplicável pra mim e de certa forma para muitas pessoas que “andam por ai aos montes”.
A circunstância pode não ser a mais propicia mais alguém em um lugar estranhamente único lembrou-se do “fulano” do texto, e é isso que todos esperamos: sermos lembrados por alguém em algum determinado lugar.
Ao longo do meu dia eu lembro e relembro de varias pessoas que já passaram por minha vida e também as que algum dia vai passar, e imagino se alguma delas pensa em mim pelo menos uma única vez, em um momento único.
Como diz uma música que eu gosto muito, “eu já me acostumei a esquecer tudo que vai deixar o gosto (...)”. Sei lá, no ultimo ano me transformei numa espécie de máquina, tentando bloquear qualquer espécie de sentimento que possa surgir abalando as estruturas que me mantém dia a dia. Mas é inevitável, quando você menos espera já está envolvido com esse sentimento inexplicável e agonizante, mesmo que inconscientemente. Não escrevo apenas me referindo ao “amor”, mas também à esperança, expectativa entre outros sentimentos que de certa forma tendem a acabar com que foi construído após tantas “mentiras sinceras”.
E lá vamos novamente, esquecer o que pode (ria) deixar o gosto... De saudade, um gosto de lembrança e assim sucessivamente.
Era pra ser mais um final de semana, mais inconscientemente foi cheio de expectativas e mais uma vez me senti “não lembrado”. Acho que foi por isso que citei aquele texto acima.
Na verdade nem sei o porque estou escrevendo, mais é que senti uma necessidade imensa, e como o próprio nome do meu blog diz, são apenas devaneios e delírios de uma pessoa normal, como todas as outras.
Preciso voltar a escrever sobre outras coisas, mais no momento é isso que “inunda” meus pensamentos.
Preciso parar por aqui, e me ame quando precisar!

domingo, 22 de novembro de 2009

( Tocando o silêncio )


Há tanto tempo eu não posto nada neste blog. Talvez eu tivesse me esquecido dele ou até mesmo de mim. Todo mundo precisa se esquecer de vez em quando para quando acordar e lembrar, ver as coisas como realmente são e não idealizá-las como costumamos fazer constantemente. Sou ser humano como qualquer um e tenho também as minhas crises existenciais. E elas prevalecem após um final de semana inteiro em casa. Acho que essas horas de ócio agravam o meu estado de humor, o meu estado de ver as coisas que estão ao meu redor ou até mesmo as que estiveram ao meu redor. Acredito que a esperança é um mal que nos acompanha em todos os lugares. E eu estou tentando erradicá-la dos meus dias. Podem pensar que eu estou louco, ou surtando. Excesso de ociosidade, talvez! Mas a moda agora é escrever distraidamente, e o que não faz sentido para vocês que lêem isso, não faz sentido pra mim também. Afinal alguma coisa aqui tem um sentido concreto e explicável? Eu falo, escrevo, mas sou extremamente mudo. Consigo até tocar o silêncio que há nesse “amontoado de palavras”, nesse blog e até mesmo o do meu coração.
Esquecem tudo que escrevi aqui. Eu sinto saudade, é isso! Saudade do futuro e uma eterna nostalgia de um passado aparentemente vivido.

Ótima semana para todos!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

(...)

Levava consigo o sabor do sonho. E através dos anos, por meio de outros amores, mais efetivos e longos, nenhuma sensação achou nunca igual à aquele domingo. Ele mesmo exclamava às vezes, sem saber que se engana.

- E foi um sonho! Um simples sonho!

Só por amar diferente!


"Você tem nojo de ver dois homens se beijando?"


De fato, uma pergunta extremamente polêmica nos dias de hoje, que trata de um "acontecimento" que cresce cada vez mais no mundo inteiro: O homosexualismo das pessoas.
No mundo "moderno" e globalizado em que vivemos hoje, constantemente encontramos casais homosexuais e literalmente, isso passou a ser "normal". Mas qual a explicação para isso? Uns alegam que seja algo satânico, outros alegam que seja genético, "falta de vergonha na cara" (bem popularmente dizendo, ou melhor, escrevendo). E qual seria a correta? Realmente, nenhuma delas. É uma questão que não há explicação até o presente momento.
A sociedade em si, ainda não sabe lidar com esse "fato", apenas "finge" saber! Campanhas como "NÃO A HOMOFOBIA" são vistas frequentemente. Mas na verdade, o preconceito não foi erradicado de vez, e sim " amenizado", pois ainda está oculto de alguma forma dentro do único ser 'supostamente' racional da face da Terra: O Homem.
O mundo ainda não está totalmente preparado, não está pronto para pessoas diferentes do socialmente aceito e correto, não está preparado para a pluralidade cultural existente em todas as partes.
Então, podemos citar o amor ao próximo, esquecido por grande parte da população mundial, pois é necessário aprender a aceitar as diferenças mesmo não concordando com as mesmas. Branco, negro, nordestino, muçulmano, gays, lésbicas, perante a nossa Constituição, são todos iguais. E esse "aprendizado", cada um precisa 'parir' sozinho, antes de sair disseminando o que ouviu a vida inteira da boca de outras pessoas.
Aceitando as supostas diferenças, podemos conviver com sociedades melhores, sem qualquer predominância de culturas.


Enfim, você realmente tem o direito de falar o que pensa, porém, PENSE !


(07/2008)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Preciso lembrar que eu existo, eu existo ♫


"Há muito tempo que eu não te escrevo. Ficaram velhas todas as notícias. Queria agora repor o tempo perdido e descrever-lhe tudo,mas falta-me coragem. Tenho andado triste com algumas coisas, exatamente por isso não escrevi mais."

domingo, 4 de outubro de 2009

É que hoje eu estou cansado !

[...]


Estou procurando, estou procurando. Estou tentando me entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda.


Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansado!


(Clarice Lispector)

domingo, 27 de setembro de 2009

Música do momento ♪


Amores Imperfeitos ♫
Não precisa me lembrar
Não vou fugir de nada
Sinto muito se não fui feito um sonho seu
Mas sempre fica alguma coisa
Alguma roupa pra buscar
Eu posso afastar a mesa
Quando você precisar
Sei que amores imperfeitos
São as flores da estação
Eu não quero ver você
Passar a noite em claro
Sinto muito se não fui seu mais raro amor
E quando o dia terminar
E quando o sol se inclinar
Eu posso por uma toalha
E te servir o jantar
Sei que amores imperfeitos
São as flores da estação
Mentira se eu disser
Que não penso mais em você
E quantas páginas o amor já mereceu
Os filósofos não dizem nada
Que eu não possa dizer
Quantos versos sobre nós eu já guardei
Deixa a luz daquela sala acesa
E me peça pra voltar
Composição: Samuel Rosa - Chico Amaral

# Entrelinhas '




(...)

Ele quer apenas o sim, a aceitação da escolha, nada do não, da renúncia! Ele ilude a si mesmo: faz escolhas, mas se recusa a ser aquele que escolhe. Sabe que é um desgraçado, mas não sabe que o é pela coisa errada! Espera de mim alívio, conforto e felicidade (...). Compreendo a minha desgraça e ela é bem-vinda. Porém, sei o que é ser perturbado por alguém que eu amo e odeio!


Finalmente! Uma discussão digna de minha atenção – uma discussão que prova grande parte do que pensei. Eis um homem tão oprimido pela gravidade – sua cultura, sua posição, sua família – que jamais conheceu sua própria vontade. Tão preso à conformidade, que parece espantado quando falo de escolha, como se estivesse falando uma língua estrangeira. (...)
Quando o confronto com o fato de que permitiu que sua vida fosse um acidente, ele nega a possibilidade de escolha. Ele me diz que ninguém imerso em uma cultura dispõe de escolha. Quando delicadamente o confronto com a ordem de Jesus de romper com os pais e a cultura na busca da perfeição, ele declara meu método etéreo demais e muda de assunto. É curioso como ele teve o conceito ao seu alcance em uma idade precoce, mas nunca desenvolveu a visão pra enxergá-lo. Ele era “o rapaz infinitamente promissor” – como todos nós somos – mas nunca entendeu a natureza de sua promissão. Ele nunca entendeu que seu dever era aperfeiçoar a natureza, superar a si mesmo, sua cultura, sua família, seu desejo, sua natureza animalesca brutal, para se tornar quem ele foi, o que ele foi. Ele nunca cresceu nunca se desvencilhou de sua primeira pele: ele confundiu a promissão com a realização de objetivos materiais e profissionais. E quando alcançou esses objetivos sem jamais ter aquietado a voz que dizia “Torna-te quem tu és” recaiu no desespero e invectivou a peça nele pregada. Mesmo agora ele não capta a verdade!
Existe esperança para ele?

(...)

[ Quando Nietzsche chorou ]

sábado, 26 de setembro de 2009

Sabe aquela luz no fim do túnel?


" A monarquia degenera em tirania, a aristocracia em oligarquia e democracia em anarquia. " - Políbio

Ao falarmos em anarquia, logo nos deparamos com um dos sinônimos dessa palavra: bagunça. Porém, os ideais anarquistas vão muito além desse significado conhecido por grande maioria da população.
Os anarquistas - de certa forma- queriam a ausência de coerção e não de ordem. Não queriam bagunça, e sim erradicar aquilo ou aqueles que por possuirem um determinado poder, induziam os demias a fazerem algo pelo uso de uma "força maior".
A sociedade atual acredita viver em um Estado democrático, porém, mal sabem o significado de tal palavra. Basicamente, em alguns setores, vivemos em plena bagunça. Vivemos em uma pseudo-democracia. Um exemplo disso, é o sistema carcerário de um estado brasileiro - BA - onde se acreditam que tem o direito e poder de prender suspeitos para averiguação do suposto fato, muitos sem processo e sem a chance de defesa.
Vivemos em plena "coerção", através da mídia, onde nos determinam padrões de vida a serem seguidos. Uma coerção, inconscientemente falando, ou melhor, escrevendo. E também através do abuso de poder - como citado nesse texto - pelas autoridades do sistema carcerário brasileiro, que deveriam garantir a segurança da sociedade e não promover mais "bagunça" .
Ou seja, o poder corrompe o indivíduo e o leva sempre para a anarquia , na maioria das vezes, no seu pior sentido.
Sabe aquela luz no fim do tunel? Estamos precisando dela... o mais rápido possível.


Eu sempre achei que era vivo ♪



" Te chamam de ladrão, de bicha, de maconheiro, transformam o país num grande puteiro, coisa assim se ganha mais dinheiro (...) " - Cazuza


" A onde estão estão meus olhos de robô? Eu não sabia, eu não tinha percebido. Eu sempre achei que era vivo (...) " - Pitty


Analisando esses dois trechos de uma música da cantora Pitty e do grandioso Cazuza, podemos notar que nos dias atuais, tudo é condicionado. Nossos pensamentos, atitudes, estilos de vida e assim por diante. Até parece uma espécie de "conspiração" que determina como devemos ser.
Somos "assombrados" por padrões de beleza e supostos padrões de ética e postura perante a sociedade.
Aprendemos desde cedo que para sermos aceitos em uma determinada sociedade "possivelmente" moderna, precisamos de nos mínimo um e oitenta de altura, cinquenta e oito quilos, usar Dolce Gabbana e beijar a pessoa do sexo oposto.
Ao acordarmos, de certa forma, "vestimos" com obediência nosso papel e passamos o resto do dia representando e vivendo nessa demagogia.
Na realidade, todo mundo é - um pouco - uma espécie de mentira,como já foi dito neste blog. Vivemos cheios de crenças, pensamentos que nos foram impostos ao longo do tempo, e não conseguimos voltar ao âmago de tudo e de certa forma, nos reerguemos mais convictos sobre nosso modo de viver, nossa essência e consequentemente, nossos pensamentos e crenças.
Assim como na Grécia Antiga, ainda há muitos "Meletos, Anitos e Licones", e poucos Sócrates destruindo os padrões da sociedade em que vivemos, e aceitando que no fundo, não sabemos de absolutamente nada e não precisamos aceitar tudo o que nos é imposto.
Continuaremos "competindo" para ver quem tem a "casca" mais bonita e socialmente aceita?

Gritem ou "reinstalem o sistema".




sábado, 11 de julho de 2009

A grande verdade ou a grande mentira !



Um dia frio chuvoso. Em meu coração, mais frio ainda! Só me resta essa tela vazia, esperando algumas palavras desse mortal que assim como todos, tem sua hora de loucura, tristeza, seus devaneios febris e assim por diante. Na realidade, nesse momento eu preciso muito de mim, mas aparentemente eu fui. Fui juntamente com tudo o que acreditava anteriormente. Como diz uma amiga minha, acho que sou uma mentira. Muito bem contada, mas uma mentira! Ou tudo que eu vivi foi uma mentira. Tudo é relativo, e gosto disso. Eu nem sei o que vou escrever, apenas sai... ao som de Tim Maia – Um dia de Domingo . Escutei essa música no radio agora há pouco e me bateu uma saudade de escutá-la. Sim eu também sinto saudades de escutar uma música, porque como eu já escrevi em alguns de meus “textos”, por trás de cada letra, há uma história. E por trás de cada história, há um estado de graça, bom ou “nem tão bom assim”. “ Já não dá mais pra viver um sentimento sem sentido” – será que esse suposto sentimento não tem nenhum sentido mesmo, ou será que nós que não o entendemos da maneira que deveria ser, ou então que não deveria? Ultimamente eu estou muito sentimental. Acho que é tudo que está guardado aqui dentro, visto que eu não sou uma pessoa de falar o que realmente sinto. Por isso disse, ou melhor, escrevi que sou uma mentira! Nossa, ser um humano dá muito trabalho. Não ter nascido ‘bicho’ é minha eterna nostalgia. Pensar, amadurecer dói demais, ou então “de menos”, porque nós sempre fazemos aquela dramatização não é mesmo? Recebi uma ligação agora há pouco. Tem balada hoje a noite. Mas será que tudo isso faz sentido? Sempre é a mesma coisa, sempre tem a mesma ‘essência’ – se é que posso chamar dessa maneira. À noite tem 456 – ‘chutando bem por baixo’ – garotos para te e me dar um amor levemente inexistente. Tudo acaba ali. A música, a ‘pegação’, a aparente felicidade obtida através de bebidas e por ai vai. O ‘cheiro de caça’ é insuportável. Sufocante, acho que é a palavra certa. Mas é o que tem pra hoje. Tudo poderia ser diferente, mas não é! Ironia ou discrepância do destino, talvez. Depois que eu escrevo essas ‘nostalgias e devaneios’ eu releio inúmeras vezes, pra ver se realmente faz sentido. Porém a vida não tem um sentido especifico e meus “textos” não poderiam ser diferentes. Afinal, se alguém souber o sentido de tudo que vivemos aqui nesse mundo de gente insana, por favor, me digam urgentemente! Estou a anos esperando. Bom, vou cumprir com obediência o papel de me ser hoje à noite. Estampar o sorriso “amarelo” no rosto e se juntar ao grupo que compete para ver quem tem a ‘casca’ mais bonita. Na verdade, todo mundo é uma mentira em algum momento de suas vidas, e eu também não sou diferente, infelizmente! Bem, é o que tem pra hoje. Amanhã terá um sol, ou até mesmo uma chuva, diferente. E eu aguardo ansiosamente. Just it .

quinta-feira, 9 de julho de 2009

É o que tem pra hoje !



"As minhas palavras aqui são como as palavras escritas num papel branco que se mantém branco com essas palavras invisíveis de alguém que as leia, palavras a envelhecerem por não haver quem as compreenda, a perderem o seu significado, a misturarem-se imperceptíveis numa brisa em que ninguém repara. (…) todo o meu olhar é desperdiçado por saber que tu não vês nada."

José Luís Peixoto
in "Nenhum Olhar"

A nossa música nunca mais tocou ♫


Era uma armadilha. Assim quando mais tarde aquela música tocasse no rádio, ou em um cd qualquer, eu iria me lembrar – de tudo. Na época em que o outono de minha vida se transformou de novo em primavera. No entanto, essa música está aparentemente tão distante dos meus ouvidos. Na realidade, creio que ela nunca mais tocou. Acho que eu estou ficando louco ou então alcoólatra, visto que já bebi três copos de vinhos. Exagero, talvez. Disseram-me que admiram a luta que estou travando com o meu coração. Mas estão enganados, porque já lutei e o venci há muito tempo – ou talvez não. Não vou me apaixonar pelo impossível. Mas será que se apaixonar pelo possível teria graça? Entro em conflito comigo mesmo, com meus pensamentos. Pensamentos esses que sempre me atrapalharam. Talvez se não pensássemos tudo seria mais fácil, mais rápido. Iríamos nos entregar, deixaríamos acontecer de uma forma tão mágica. E o principal de tudo, não estaríamos pensando em absolutamente nada. Não, essa música do Cazuza (Codinome Beija-Flor) não é a ‘música’ que eu gostaria de ter mais perto de mim, mas perto dos meus ouvidos,apesar de ter me inspirado para escrever essas palavras vazias,que ninguém ou quase ninguém venha a ler. Na realidade, admiro a letra. E ela me acompanha a um bom tempo! Por falar em acompanhar, as músicas são as únicas coisas que estão sempre conosco. Não nos magoam, não nos deixam, não contam mentiras e assim por diante! Elas simplesmente nos deixam em um estado de graça inexplicavelmente bom. E pra vocês terem uma idéia de como elas estão sempre presentes em nossas vidas sem que nós nos percebêssemos ou sem darmos um valor à elas, tudo na sua e na minha vida tem uma trilha sonora. A música de quando você era criança e que sua mãe cantava pra você dormir ou até mesmo aquelas cantigas que você aprendia no colégio, a música do primeiro beijo e aquela que você sempre cantava com seu melhor amigo. A música do seu desenho, filme ou até mesmo seriado favorito. A música do seu primeiro namoro, da sua primeira briga nesse namoro, na sua reconciliação. A música de quando você realmente se deu conta que estava amando, e até mesmo a música de quando você se deu conta que deixou de amar. A música de quando descobriu que estava apaixonado novamente e até mesmo a música que você escuta ou já escutou quando está decepcionado, desanimado ou até mesmo desiludido. Enfim, elas nos acompanham sempre. E cada uma tem sua história. Vocês podem perceber que escrevo em desordem, e é assim que sinto que está “aqui dentro”. Literalmente uma bagunça, que aos poucos eu vou tentando arrumar, limpar. Mas por enquanto eu simplesmente vou. Acho que é por isso que meu caminho não é tão difícil de seguir, visto que eu não tenho nenhum caminho ainda. Não tenho nenhuma ‘referência’. Talvez até tenha, mas me deixem pensar assim. Dessa maneira eu simplesmente sigo sem planejar absolutamente nada, sem ter um ‘lugar’ especifico,a não ser o de todos os dias. E no meio dessa bagunça de idas e vindas, a gente se encontra.Ufa, acho melhor eu parar por aqui, visto que já é noite e eu tenho que descansar, já que cumpri com obediência o papel de me ser hoje. Aos poucos meu coração sossega. Sim, eu conheço bem os meus limites, e sei me controlar. Deixem-me pensar assim. Antes de tudo, depois dessa bagunça de sentimentos, só gostaria de saber se os inúmeros acasos da minha vida têm mesmo algum sentido mais profundo, ou se são apenas isso: inúmeras situações 'caricatas' que acontecem por mero acaso. Será que é pedir muito?

Então eu grito!



Dia 9 de Julho, em plena quinta-feira de uma tarde digamos um pouco tediosa. Aparentemente é feriado em todo o estado, porém um feriado inexistente para mim, visto que nem sei qual é a comemoração específica neste dia. Um dia comum, assim como todos os outros, porém um pouco mais ocioso do que o normal. Hoje, digamos que acordei um pouco incomodado com algumas coisas que acontecem, “aqui dentro” e “lá fora”, e eis que surge a vontade de criar um blog para deixar explícitos meus devaneios e nostalgias. Hoje acordei indiferente, inconstante, acho que em pleno estado de graça. Lembrando que a ‘graça’ se manifesta das mais variadas maneiras, em partes boas e até mesmo nas “não tão boas assim”. Acordei pensando na palavra FELICIDADE! Palavra mais estranha não acham? Ontem em pleno dia de trabalho, estávamos discutindo sobre isso, entre uma ligação e outra, e eis que uma pessoa me disse: “Ah, eu sou feliz por completo! Não me falta nada”. Isso me fez pensar muito, gosto do que me faz pensar. Na realidade, de acordo com a minha percepção, ninguém é feliz por completo. A infelicidade, insatisfação é algo que acompanha o ser humano por onde quer que ele vá, desde as eras mais remotas. O ser humano nunca está satisfeito com o que tem, e toda essa insatisfação, de certa forma, gera um estado de graça ‘não tão bom assim’ como eu mencionei no inicio desse texto – se é que posso chamar essas palavras de texto. Onde quero chegar com tudo isso nem eu sei! Talvez eu nem queira chegar a lugar algum. Talvez eu queira permanecer aqui, estagnado. Seria um comodismo de minha parte? Comodismo...uma palavra que eu gosto de uma maneira incrível. Não acomodar com o que incomoda. De qual jeito? Muita coisa nos/me incomoda e no entanto acabamos/acabo me acomodando com a situação. Sim, eu poderia jogar tudo pro alto e sair gritando “Chega“. Mas e o medo? O medo de ser infeliz. . . ou até mesmo feliz! O medo fala mais alto, e todos os dias eu tenho medo de ter medo. E isso me acompanha sempre! Na realidade há coisas que eu não consigo entender, não ‘entram na minha cabeça’, talvez por ser leigo demais em certos aspectos ou talvez por não ser. Tudo é relativo e depende do ponto de vista de cada um, de cada situação. Sim, às vezes eu também me sinto sozinho como qualquer mortal ‘normal ‘.No entanto, no fundo, todos temos aquela esperança...todos queremos ver aquela luz no fim do túnel.E o pior de tudo é que nem sempre ela vem. E isso é que estraga tudo. A esperança morre, a vontade de acreditar novamente morre, e permanece com a gente aquele estado de graça indefinível. Escrevo por profundamente querer falar, gritar, mas dessa maneira eu só estou me dando a grande medida do silêncio, um silêncio que fala. Estou em um estado muito novo, verdadeiro e curioso de si mesmo.Todo meu olhar, minhas palavras, é desperdiçado por saber que tu/ele/ela/eles não vêem nada, absolutamente nada! Resta-me somente o direito ao grito, porque há. Então eu grito!