domingo, 20 de dezembro de 2009

Estive no inferno e me lembrei de você!


“Um belo dia 'um fulano' recebeu em sua casa uma encomenda: uma caixa de papelão. Dentro da caixa, ao abri-la, ele encontra um sapo vivo com sua boca costurada. Mesmo apavorado, 'o fulano' retirou o sapo da caixa e descosturou a boca dele. Dentro da boca encontrou um papel dobradinho com seu nome e com a frase "Estive no inferno e me lembrei de você". A reação dele foi a mesma que provavelmente seria a de qualquer outro. Ficar apavorado. Mas ao mesmo tempo em que ficou apavorado, o fulano ficou estranhamente feliz e gratificado por saber que alguém esteve num lugar tão único como o Inferno e, mesmo assim, lembrou dele. Ele se sentiu da mesma forma que todos nós gostamos de nos sentir: lembrados, valorizados, importantes naquele momento.”


Não sei exatamente por qual motivo citei esse texto aqui. Na realidade creio que é porque gosto dele e possui um sentido inexplicável pra mim e de certa forma para muitas pessoas que “andam por ai aos montes”.
A circunstância pode não ser a mais propicia mais alguém em um lugar estranhamente único lembrou-se do “fulano” do texto, e é isso que todos esperamos: sermos lembrados por alguém em algum determinado lugar.
Ao longo do meu dia eu lembro e relembro de varias pessoas que já passaram por minha vida e também as que algum dia vai passar, e imagino se alguma delas pensa em mim pelo menos uma única vez, em um momento único.
Como diz uma música que eu gosto muito, “eu já me acostumei a esquecer tudo que vai deixar o gosto (...)”. Sei lá, no ultimo ano me transformei numa espécie de máquina, tentando bloquear qualquer espécie de sentimento que possa surgir abalando as estruturas que me mantém dia a dia. Mas é inevitável, quando você menos espera já está envolvido com esse sentimento inexplicável e agonizante, mesmo que inconscientemente. Não escrevo apenas me referindo ao “amor”, mas também à esperança, expectativa entre outros sentimentos que de certa forma tendem a acabar com que foi construído após tantas “mentiras sinceras”.
E lá vamos novamente, esquecer o que pode (ria) deixar o gosto... De saudade, um gosto de lembrança e assim sucessivamente.
Era pra ser mais um final de semana, mais inconscientemente foi cheio de expectativas e mais uma vez me senti “não lembrado”. Acho que foi por isso que citei aquele texto acima.
Na verdade nem sei o porque estou escrevendo, mais é que senti uma necessidade imensa, e como o próprio nome do meu blog diz, são apenas devaneios e delírios de uma pessoa normal, como todas as outras.
Preciso voltar a escrever sobre outras coisas, mais no momento é isso que “inunda” meus pensamentos.
Preciso parar por aqui, e me ame quando precisar!

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