.bmp)
Dia 9 de Julho, em plena quinta-feira de uma tarde digamos um pouco tediosa. Aparentemente é feriado em todo o estado, porém um feriado inexistente para mim, visto que nem sei qual é a comemoração específica neste dia. Um dia comum, assim como todos os outros, porém um pouco mais ocioso do que o normal. Hoje, digamos que acordei um pouco incomodado com algumas coisas que acontecem, “aqui dentro” e “lá fora”, e eis que surge a vontade de criar um blog para deixar explícitos meus devaneios e nostalgias. Hoje acordei indiferente, inconstante, acho que em pleno estado de graça. Lembrando que a ‘graça’ se manifesta das mais variadas maneiras, em partes boas e até mesmo nas “não tão boas assim”. Acordei pensando na palavra FELICIDADE! Palavra mais estranha não acham? Ontem em pleno dia de trabalho, estávamos discutindo sobre isso, entre uma ligação e outra, e eis que uma pessoa me disse: “Ah, eu sou feliz por completo! Não me falta nada”. Isso me fez pensar muito, gosto do que me faz pensar. Na realidade, de acordo com a minha percepção, ninguém é feliz por completo. A infelicidade, insatisfação é algo que acompanha o ser humano por onde quer que ele vá, desde as eras mais remotas. O ser humano nunca está satisfeito com o que tem, e toda essa insatisfação, de certa forma, gera um estado de graça ‘não tão bom assim’ como eu mencionei no inicio desse texto – se é que posso chamar essas palavras de texto. Onde quero chegar com tudo isso nem eu sei! Talvez eu nem queira chegar a lugar algum. Talvez eu queira permanecer aqui, estagnado. Seria um comodismo de minha parte? Comodismo...uma palavra que eu gosto de uma maneira incrível. Não acomodar com o que incomoda. De qual jeito? Muita coisa nos/me incomoda e no entanto acabamos/acabo me acomodando com a situação. Sim, eu poderia jogar tudo pro alto e sair gritando “Chega“. Mas e o medo? O medo de ser infeliz. . . ou até mesmo feliz! O medo fala mais alto, e todos os dias eu tenho medo de ter medo. E isso me acompanha sempre! Na realidade há coisas que eu não consigo entender, não ‘entram na minha cabeça’, talvez por ser leigo demais em certos aspectos ou talvez por não ser. Tudo é relativo e depende do ponto de vista de cada um, de cada situação. Sim, às vezes eu também me sinto sozinho como qualquer mortal ‘normal ‘.No entanto, no fundo, todos temos aquela esperança...todos queremos ver aquela luz no fim do túnel.E o pior de tudo é que nem sempre ela vem. E isso é que estraga tudo. A esperança morre, a vontade de acreditar novamente morre, e permanece com a gente aquele estado de graça indefinível. Escrevo por profundamente querer falar, gritar, mas dessa maneira eu só estou me dando a grande medida do silêncio, um silêncio que fala. Estou em um estado muito novo, verdadeiro e curioso de si mesmo.Todo meu olhar, minhas palavras, é desperdiçado por saber que tu/ele/ela/eles não vêem nada, absolutamente nada! Resta-me somente o direito ao grito, porque há. Então eu grito!

sua forma de expressão foi esplendida, uma mescla de melancolia e tédio, mostrando desgosto e vontade, uma analise perfeita, eu o entendo, tenho os mesmos sintomas...
ResponderExcluirparabéns ...